jan10

Em 2010, seja S.M.A.R.T.

Cristina Panella Colunas

Ano novo combina com as famosas listas ou resoluções tomadas no sentido de melhorar nossas vidas. Parte delas parece depender somente de nossa vontade, como no caso de reservar mais tempo para os amigos e para a família ou dedicar-se mais a um hobby. Outras implicam algum tipo de sacrifício, somente justificado pelo bem estar que podem produzir – esse é o caso de parar de fumar, começar a exercitar-se diariamente ou ainda – talvez a resolução mais comum – iniciar uma dieta.

Qualquer que seja o tipo de decisão, a admissão do fracasso que permeia as conversas com amigos e colegas no final do ano. De forma acalorada, fórmulas de sucesso garantido surgem: a mais comum delas recomenda que se guarde em segredo as resoluções elaboradas. Ora, o único sucesso atrelado a essa atitude é o fato de preservar o autor de uma eventual prestação de contas!

Mas antes que você, leitor, interrompa a leitura deste artigo, perguntando-se a razão de abordar um tema tão banal numa coluna que fala sobre diagnósticos, monitoramentos e mensuração em comunicação corporativa, peço alguns minutos para explicar o paralelo sugerido.

Comecei a preparar esse texto trabalhando sobre as propriedades que os indicadores utilizados pela pesquisa na comunicação corporativa devem ter. E, à medida que avançava, percebi a similaridade entre os aspectos que contribuem para explicar o sucesso ou fracasso das resoluções de ano novo e aqueles que dificultam o entendimento dos resultados obtidos no mundo corporativo.

Não existem resoluções – ou metas – que possam sustentar-se sem a noção exata dos recursos de que dispomos para a realização, o perfeito conhecimento do ponto de partida, o estabelecimento do ponto de chegada e dos parâmetros que serão utilizados para monitorar o percurso, permitindo correções de rumo. Para tanto é necessário apoiar-se em indicadores, marcos que têm propriedades específicas e que devem ser caracterizados, em um acrônimo elaborado por profissionais franceses, pelo atributo “SMART”. Um (bom) indicador, deve portanto ser:

Singular, ou seja, não há outro similar

Mensurável: deve poder ser avaliado, indicando se a meta foi ou não atingida

Atingível (ou aceitável): expressa a idéia de que se parte de um ponto
conhecido em direção a uma meta razoável, em função dos meios de que se dispõe

Realista: utiliza os recursos de que dispõe a empresa, levando em conta as eventuais limitações, para atingir um objetivo

T definido no tempo: determina o início, o momento do monitoramento e o da avaliação 1

Estes cinco pontos resumem propriedades que traduzem a pertinência e transparência das metas adotadas em sua área, empresa ou departamento, além de contribuir decisivamente para a comunicação de seus resultados.

A dica vale também para as suas resoluções de Ano Novo! Mesmo que os resultados não sejam garantidos, você terá adquirido um conhecimento importante sobre as razões que impediram que você atingisse suas metas. Faltaram meios? Desconhecia-se o patamar inicial? Ou, simplesmente, você não foi realista?

Feliz Ano Novo!

1(Assaël Adary e Benoît Volatier – tradução livre)

Compartilhar

Breve apresentação da Cristina Panella Planejamento e Pesquisa. Venha tomar um café para conversarmos sobre suas necessidades.


Para conhecer o escritório do Grupo Attitude e a Galeria de Arte Urbana (25 grafiteiros), faça uma visita virtual!