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O medo do Big Data!

Cristina Panella Colunas

O termo da vez é Big Data.

No centro das discussões e projetos de uma gama impressionante de profissionais, parece trazer intrinsicamente a promessa de grandes realizações e Insight (termo adjunto ao Big Data, que manteve seu significando original: “a informação certa e na hora certa”).

As empresas – e os profissionais – esperam obter, a partir de grandes massas de dados estruturados, indicações claras (ou diretrizes) das decisões a tomar e, ao mesmo tempo, métricas inquestionáveis que garantam os investimentos realizados. E tudo isso, claro, sem grandes investimentos na equipe ou no tratamento dos dados que parecem estar quase prontos. É verdade que a possibilidade de desenvolver estratégicas de negócios é real. Mais importante ainda é a base que a análise de dados pode fornecer para o planejamento. Porém, do ponto de vista da disseminação da tecnologia necessária ainda existe um longo caminho a percorrer.

Em tradução livre, com comentários, de post de Timo Elliott, eis algumas das definições que coexistem hoje sobre Big Data:

O Big Data Original
Doug Laney do Gartner definiu o termo há 12 anos, apontado como indicadores os 3 Vs : Volume, Velocidade e Variedade. Obviamente, a cultura americana se encarregou de adicionar vários outros, tais como Validade, Veracidade, Valor e Visibilidade.

Big Data como Tecnologia
Mesmo criado há 12 anos, de repente o termo virou moda! Isso porque hoje, a tecnologia permite ter realmente muito mais volume, velocidade e variedade que antigamente. O que explica que na maior parte dos seminários e conferências sobre o assunto, você ouça falar muito mais em sistemas e ferramentas tecnológicas do que em Volume, Velocidade e Variedade (atributos que já eram, aliás, característicos dos bancos de dados relacionais).

Big Data como Sinai
Citando Steve Lucas da SAP, Timo Elliot afirma que o “velho mundo” trata de “transações” e, devido ao tempo necessário para o registro dessas transações, sempre é tarde para fazer algo a partir delas. Ou seja, as empresas trabalham olhando no retrovisor. Já no “novo mundo” empresas podem usar “sinais” provenientes dos dados para antecipar o que vai acontecer e intervir para tirar o máximo de uma situação. Exemplos? O tracking que fazemos dos sentimentos sobre uma marca nas mídias sociais ou a manutenção preditiva (algoritmos complexos que determinam quando substituir uma peça de avião antes que haja paradas demais para a manutenção).

Big Data como Oportunidade
Timo lembra também que o 451 Research’s Matt Aslett define Big Data como a análise de dados previamente ignorados em função das limitações da tecnologia. Ou seja: imaginem tudo e o quanto se poderia estar analisando hoje de forma mais eficaz!!!! Por isso, pode-se dizer que Big Data é uma forma de denominar coisas antigas. É a mais fácil e cínica forma de uso do termo. Acontece quando projetos que eram possíveis anteriormente, usando as tecnologias da época (e que eram chamados de BI ou analytics) de repente são rebatizados.

Procure Consultécnicos!
Além de todas as questões aqui levantadas desses aspectos, também é importante ressaltar que um dos principais obstáculos é a falta de profissionais que possam orientar os executivos e suas equipes de direcionamento na definição dos objetivos do uso de Big Data nas corporações. Sem o correto planejamento, fica muito mais difícil definir as ferramentas corretas para o tratamento e análise dos dados, bem como para realizar a integração nos sistemas envolvidos nesse processo.

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Breve apresentação da Cristina Panella Planejamento e Pesquisa. Venha tomar um café para conversarmos sobre suas necessidades.


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