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O que fazer com sua exposição nas Mídias?

Cristina Panella Newsletters Leave a Comment

As informações que podem ser obtidas com a análise da exposição de sua empresa, marca ou instituição nas mídias são riquíssimas. Mas, para isso, é primordial definir, já no início do monitoramento, os parâmetros que serão usados.

As recentes e frequentes crises de reputação nas áreas corporativa e política acabaram por abalar valores e modelos do mundo profissional

Nada mais antigo do que guardar “recortes”, seja de que formato for, desde retratos à mão, fotografias aos vídeos, passando pela instantaneidade das redes sociais.

Já há algum tempo nos dedicamos a estudar esse “corpus” de perto. Buscamos extrair muito mais do que somente as rasas avaliações sobre a (in)competência do jornalista de fazer um título adequado.

Como em qualquer tipo de pesquisa (sim: a auditoria de imagem na mídia é uma pesquisa) as condições de sucesso começam ainda no briefing, quando esboçamos o tipo de resultado que extrairemos. Porque podemos extrair muita coisa mas nem tudo será pertinente. E não vale a pena mostrar a capacidade de armazenagem de nossos pen drives enquanto afogamos o cliente em informações sem relação umas com as outras.

A AMEC – International Association for the measurement and evaluation of communication publicou um Guia para a avaliação da mídia com o objetivo de tornar ainda mais potentes os estudos realizados, cujos principais pontos traduzimos e comentamos abaixo:

1. Defina seus objetivos cuidadosamente: Toda boa pesquisa começa assim – o briefing é fundamental e você deve preparar-se para ser interrogado sobre vários aspectos do seu negócios, não somente a cobertura da mídia;
2. Defina sua(a) audiência(s): quem, quando, onde e por quê? O perfil de suas audiências na empresa será chave para determinar o formato do relatório a ser apresentado, desenhado especificamente a partir das necessidades de conhecimento dos diferentes interlocutores;
3. Identifique suas mensagens-chave: tenha-as por escrito, seja claro e consistente. Embora todo mundo afirme que a empresa tem mensagens-chave, muito poucos conseguem enunciá-las de um fôlego, sem balbuciar. Isso é próprio de textos muito pouco usados. Insista;
4. É o conteúdo que conta: considere o quanto alguns temas afetam tanto sua empresa como seu setor. Não se alegre ao observar um determinado número de notícias consideradas positivas: o que vale é o conteúdo;
5. Não pense somente na cobertura de sua empresa: considere seus concorrentes também. À força de ficar admirando a árvore, você perderá a dimensão da floresta e deixará de perceber vulnerabilidades em sua empresa e na de seus concorrentes;
6. Atenção ao viés: tanto no que se refere à fonte dos materiais quanto à interpretação de resultados;
7. Decida as informações que devem constar de seu relatório segundo sua necessidade: deixe de lado o que outros querem vender a você. De que adianta um belo gráfico se você não consegue interpretá-lo? Para que listar, por exemplo, o número de caracteres da matéria?;
8. Ganhe o respeito do mais alto nível da empresa: demonstre seus resultados de forma mensurável (e evolutiva);
9. Divida os resultados com outros departamentos: o interesse deles pode ajudar a dividir o investimento no estudo;
10. Use os resultados: estes existem para apoiarem o planejamento e serem compartilhados, e não para dormir na gaveta.

Por fim, é fato que a exposição das marcas nas mídias conta histórias (tanto quanto os recortes). Aliás, mais do que contar, as marcas têm potencial para influenciar a história, razão pela qual a clipagem ainda tem todo o seu valor e torna perene aquela folha de jornal que não durava mais do que 24 horas (ou o post que nem chegava a 30 segundos). Assegure-se de que a análise da exposição na mídia que você realiza também tenha pertinência histórica, com indicadores e índices estáveis no tempo.

 

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