Força da comunicação

Relações Públicas: crise e oportunidade

Cristina Panella Colunas Leave a Comment

Momentos de crise são caracterizados por cortes em verbas – de publicidade e marketing. As empresas voltam sua atenção para a efetividade do trabalho de relações públicas.

No último ano observamos uma intensificação dos trabalhos realizados pelas equipes de relações públicas das empresas. Raramente objeto de cortes, as equipes passaram a integrar as discussões com as áreas de marketing – essas, sim, reduzidas em pessoal e em verbas – sobre as ações a empreender.

Trata-se de mudança significativa no lugar e valor acordados às relações públicas, curiosamente decorrente da crise expressa na necessidade de corte de verbas das áreas tradicionais de comunicação com clientes – publicidade e marketing.

As empresas, necessitando manter a comunicação com seus públicos para a manutenção e incremento da imagem e vendas, voltaram sua atenção para as ações de relacionamento tipicamente realizadas pelas equipes de relações públicas – caracterizadas pelo custo muito menos elevado do que os observados nas áreas tradicionais do marketing.

Trata-se de uma real oportunidade para que as equipes da Comunicação Corporativa passem a integrar de fato o board das empresas e serem ouvidas em pé de igualdade com as outras disciplinas.

Cabe aos profissionais da área aproveitar essa oportunidade. Mas, para que isso aconteça, em prol da área há que se manter as especificidades do setor.

Na nova tendência as ações de relações públicas estão dentro de um pacote de ações que incluirá marketing e comunicação, mas deve guardar sua especificidade: criar e manter uma boa imagem pública de marcas e organizações e abrir e manter canais de entendimento com todos os públicos.

Porém, fundamentalmente, as relações públicas deverão aproveitar a oportunidade para desenvolver os instrumentos de monitoramento e medição de resultados, demonstrando a eficiência e eficácia de suas ações. Nesse sentido, o marketing e a publicidade estão mais desenvolvidos e seu rigor em métricas deve ser perseguido.

A continuidade da profissionalização da área depende disso: essa é uma das condições para que a atividade seja reconhecida como efetiva profissão, uma vez que poderá demonstrar como se faz, abrindo caminho para os que querem aprender.

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