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Reflexões sobre os ERROS em Pesquisa

Cristina Panella Newsletters

Nos últimos dias, notícias sobre erros em pesquisa tem sido frequentes nos jornais, chamando a atenção para uma questão importante e ainda mais delicada em período eleitoral.

No primeiro caso, a crítica caiu sobre um dos institutos de pesquisa de maior renome do país – o IPEA, com cobertura de veículos de todos os portes alcançando todas as classes sociais.

A recriminação pública do erro foi geral e provavelmente já é do conhecimento de todos. Um grosseiro erro técnico, cometido por um profissional que deixou de revisar o material, sem treino analítico para suspeitar dos dados apresentados no gráfico e que não foi objeto de dúvida por qualquer outro dos profissionais! sensibilidade.

Mais do que um problema exclusivo do IPEA, o erro provocou um abalo considerável na imagem e reputação das pesquisas de forma geral.

Todo profissional de pesquisa está acostumado com questionamentos sobre a validade das amostras (“como podem ter resultados a partir de números tão pequenos se eu mesmo nunca fui entrevistado?“), típicos dos períodos eleitorais. O descrédito não é diferente no mundo corporativo. Muitas vezes, as equipes de comunicação e marketing vem as empresas de pesquisas como simples operadoras, deixando de desfrutar plenamente da consultoria e conhecimento técnico acumulado ao longo de anos de experiências e diversos setores econômicos atendidos. Os riscos são vários e evidentes e muito poucas vezes percebidos pelos nossos colegas.

Na edição de 5 de maio último, o Estadão trouxe uma matéria intitulada Metodologia de Pesquisa beneficia o PSDB, onde mais um tipo de erro técnico, desta vez, do Instituto Sensus, foi apontado – o uso de lista em ordem alfabética de nomes no lugar de um disco circular trazendo os diferentes nomes na questão de escolha do candidato à próxima eleição presidencial. Benefício do PSDB que tem um candidato com a inicial “A”, como teria sido o de qualquer partido com a mesma inicial.

Por fim, queremos aproveitar a ocasião para trazer ao conhecimento de muitos de vocês e lembrar aos nossos caros colegas de profissão que outros erros que podem acontecer no processo de pesquisa de vocês, aspectos usualmente desprezados ou minimizados pelos contratantes e que podem ocasionar erros tão graves quanto, senão piores do que o observado no caso do IPEA.

Madeleine Grawits afirma que a maior fonte de erros em pesquisa não está na “conta” (hoje processamento) como poderíamos esperar mas na má formulação das questões (e apresentação das alternativas). O caso da pesquisa citada, pertence a esse tipo de erro. Outros, mais comuns, têm a ver perguntas sobre frequência sem que se explicitem os intervalos (tipo: quantos cigarro você fuma? Sem explicitar se por dia, por semana, por mês…). E, como esses, muito outros. Uma questão como essa, por exemplo, deverá ser totalmente desconsiderada, jogada no lixo, pois uma vez respondida não há como voltar atrás. Se for o filtro inicial de uma temática sobre fumantes, você terá acabado de jogar toda a pesquisa fora!

Por essa razão, acredite no lema:

Profissionais de Pesquisa advertem: não consulta-los faz mal à sua empresa

 

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