Crise e informação

Crise econômica, Organizações e Sistemas de Informação

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Em tempos de crise, duas questões são fundamentais para a estratégia dos negócios: por um lado, a satisfação do cliente e manutenção do mercado e, por outro, os critérios de gestão de desempenho de processo e priorização de investimentos.

A concorrência é dura e, na crise, cada vez maior. As empresas, conscientes da necessidade de manter a qualidade têm, muitas vezes, que remar contra a maré para se adaptar às perturbações de mercado que afetam seus fornecedores. No entanto, é justamente nesse momento de concorrência acirrada que é aconselhável manter ou melhorar a qualidade do serviço, ao mesmo tempo em que os preços de venda são adaptados à realidade do mercado. Aparente paradoxo, uma vez que a margem e o investimento de recursos estão reduzidos. Porém, a empresa deve permanecer eficiente para estar pronta para atender a demanda quando da recuperação econômica.
Para isso, é importante implementar uma série de ações, dentre as quais destacamos:
– Analisar detalhadamente as fontes de valor de seu negócio, bem como os riscos;
– Desenvolver um Sistema de Informação baseado em pesquisa primária e secundária;
– Levar em conta a dimensão humana

Fontes de valor e risco
Muitos empresários evitam desenvolver ações efetivas para identificar as reais fontes de valor dentro da empresa por acreditar que é um trabalho que supõe uma análise longa e complexa. Mas é nesse momento – durante um período de crise – que um Sistema de Informação revela seu valor. Em tempos de ‘guerra’, as empresas devem defender-se (tática) enquanto, simultaneamente, preparam-se para a recuperação (estratégia).
A crise não é o melhor momento para interromper todas as melhorias do sistema de informação da empresa. Muito pelo contrário. O sistema de informação deve ser considerado como um fator contribuinte para o valor dos processos da empresa. Ele pode ter seu escopo diminuído, restringindo-se a questões-chave durante o período da crise, mas nunca deve ser suspenso.
Em tempos de crise económica, a administração costuma optar por uma tática de guerrilha adotando, hoje, ações que preservem a estratégia de longo prazo. Para isso, em vez que elaborar um plano estratégico completo e complexo, é necessário identificar aqueles fatores que determinam a demanda dos clientes (custo, tempo, qualidade).
No processo operacional, os indicadores devem ser definidos a partir da interseção entre a satisfação do cliente e o desempenho da empresa. Alguns dos indicadores de satisfação da qualidade dos serviços prestados e prazos são: custo, eficiência, qualidade e risco. Por isso, na crise, deve-se abordar os processos-chave, definindo:
• os indicadores relevantes a
partir nos principais problemas da empresa,
• os limiares dos indicadores, validados e aceitos também pelos empregados,
• painéis operacionais (monitoramento – alerta -)
• painéis de controle táticos (melhoria de medição – análise -).

A análise das fontes de valor e risco, centrada em torno dos ganhos e eficácia dos processos, deve, assim, ser pragmática e elaborada em estreita cooperação com os funcionários da empresa. E isso porque melhorias só se alcançam quando são compreendidas e aceitas por todos.

A importância da dimensão humana, ou uma guerra nunca é vencida com só os generais.
É sempre bom lembrar que táticas de implementação de mudanças em época de crise não podem ser levada a bom porto sem o envolvimento de funcionários da empresa. É necessário envolver toda a empresa. Cada indivíduo sofre a crise de maneiras diferentes, mas todos querem defender seu trabalho.

Portanto, é importante estabelecer uma relação de confiança para tranquilizar e obter a adesão de todos. O período de crise é difícil para todos. A empresa precisa demonstrar para todo o pessoal que há um piloto, e ele sabe onde ele está indo, respondendo às solicitações e eventos, defendendo a empresa e todos os seus recursos.

Para o trabalho de pesquisa que fundamenta o sistema de informações, a palavra-chave é confiança dos stakeholders: clientes atuais e futuros, acionistas, empregados, fornecedores, bancos e todas as partes interessadas. Nessa visão, a estratégia da empresa tem abordagem sistêmica, colocando sob o controle os processos-chave para identificar as fontes de valor e preparar os investimentos necessários para o renascimento, a longo prazo.

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